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18-04-2016 :: MERCADO FONOGRÁFICO MUNDIAL E BRASILEIRO EM 2015

NO MUNDO:
– Segundo relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica – IFPI, divulgado hoje, as receitas do mercado global de música gravada tiveram em 2015, crescimento de 3,2% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 15,0 Bilhões.

– Enquanto mundialmente as vendas físicas caíram 4,5% em 2015, as receitas da área digital cresceram 10,2%, e já representam mais da metade do faturamento com música gravada em 19 Países, incluindo o Brasil.

– O streaming é o formato que cresce mais rápido, já representando 19% do total das receitas fonográficas. Total de subscritores “Premium” de streaming cresceu 65,8% em 2015, somando 68 milhões de assinantes em todo o mundo.

– O mercado de downloads, entretanto, ainda continua sendo o maior segmento digital, representando 20% do total das receitas fonográficas mundiais.

– Houve crescimento no faturamento com música gravada em todas as regiões do mundo: América Latina (+ 11,8%), Ásia (+5,7%), Europa (+2,3%) e América do Norte (+1,4%).

– Segundo o IFPI, os valores pagos por plataformas de streaming de áudio e vídeo com conteúdo gerado por terceiros (“User Generated Content”), e que remuneram a utilização desses áudios ou vídeos musicais, exclusivamente com base em receitas de publicidade estão completamente defasados em comparação com os demais operadores de streaming, e se constituem no maior desafio para o desenvolvimento do mercado digital no futuro, com remunerações mais adequadas e justas para criadores e produtores musicais. O problema decorre principalmente da atual legislação nos Estados Unidos e na Europa que protege estas plataformas, e só deverá ser equacionado com mudanças legislativas, já em discussão naqueles dois territórios.

NO BRASIL:

– No Brasil, o mercado fonográfico (físico + digital) teve em 2015 aumento em suas receitas de 10,6%, impulsionado pela continuidade do crescimento da área digital (+45,1%).

– Receitas com a distribuição de música em formatos digitais representaram em 2015, 61% do total combinado físico + digital no Brasil, comparados a 48% em 2014.

– A continuidade do recuo de vendas físicas (-19,3%) e, em contrapartida, o desempenho significativo do mercado de música digital (+ 45,1%) certificam que a distribuição de música gravada através de meios digitais já é uma realidade irreversível, seja por streaming, downloads ou telefonia móvel.

– Downloads de músicas avulsas e álbuns completos mantiveram-se praticamente estáveis em 2015, com crescimento de 0,2%, representando 20,8% da área digital. Receitas derivadas de Telefonia Móvel tiveram aumento de 4,9% com 13,6% de participação no total do digital. Já as receitas com origem na distribuição por streaming remunerados por subscrição/assinatura cresceram 192,4%. O faturamento do streaming remunerado por publicidade elevou-se em 30,7%.

– As duas modalidades de streaming – remuneradas por subscrição ou publicidade – representaram respectivamente 35,5% e 30,1% do total do faturamento com música digital no Brasil em 2015.

Segundo Paulo Rosa, Presidente da ABPD, “O relatório do IFPI sobre o mercado fonográfico em 2015 traz boas notícias, e confirma a tendência dos últimos anos que já apontava para um gradual amadurecimento do mercado de distribuição de música em meios digitais, com diversidade e consistência de modelos de negócio e cada vez mais consumidores participando do mercado formal. Situações específicas, porém não menos importantes, como o “Value Gap” citado naquele relatório devem ser discutidas na origem e resolvidas em benefício global de criadores e produtores musicais de todas as nacionalidades. Já os números divulgados hoje pela ABPD, demonstram que o mercado brasileiro segue a mesma tendência do mercado mundial, com o setor digital sendo determinante para seu crescimento e já representando a maior parte de suas receitas.”

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